As regiões norte e oeste do Paraná poderão apresentar menos chuva que o normal a longo prazo
As regiões norte e oeste do Paraná poderão apresentar menos chuva que o normal a longo prazo | Foto: Marcos Zanutto



O verão - que começa na próxima quinta-feira (21) - promete ter um regime de chuva regular na maior parte do país, sem grandes extremos como secas ou enchentes. A previsão é do meteorologista Luiz Cavalcanti, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Brasília. "A perspectiva é de muitas chuvas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e particularmente na Região Sul. É um período que, essencialmente, é muito chuvoso. Estamos com chuvas bem marcantes e a tendência é que o verão permaneça como está terminando a primavera, com muita chuva nessas regiões", disse.
Segundo o meteorologista, o fenômeno conhecido como La Niña, quando ocorre o resfriamento das águas do Oceano Pacífico, este ano é predominante, mas com pouca intensidade, o que deve contribuir para garantir uma normalidade climática no Brasil. Inclusive, haverá chuva no semi-árido do Nordeste, que sofre com seca há cinco anos.

Sul e Sudeste - Para a região sul, segundo ele, a tendência é que haja chuva dentro dos padrões normais, principalmente, no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A exceção ficaria com algumas partes do Paraná, que podem apresentar menos chuva do que o normal. "Tem algumas regiões no Paraná, como no norte e na parte oeste, em que alguns modelos de longo prazo indicam escassez de chuva", explicou. Quanto à Região Sudeste, o meteorologista prevê regime de chuva normal na maior parte, exceto em áreas de São Paulo e Minas Gerais. "Em algumas regiões, como o Estado do Rio de Janeiro, haverá chuva nos padrões normais e até acima disso. Mas na parte central do estado de São Paulo e no sul de Minas Gerais, as perspectivas indicam chuvas abaixo dos padrões normais", destacou.

Previsão para Brasília - No Distrito Federal, que este ano sofreu com chuvas abaixo da média, comprometendo o abastecimento de água, que teve de ser racionada, o meteorologista previu chuvas abundantes tanto em dezembro quanto em janeiro, mas sem precisar se o nível dos reservatórios estará totalmente restabelecido. "No mês de dezembro chove em média 250 milímetros e estamos prevendo chover dentro disso e até um pouquinho acima. Já choveu 195 milímetros, então vamos chegar na média e esperamos até que supere isso. Não dá para afirmar como ficarão os reservatórios, em função da situação crítica em que eles ainda se encontram. Só poderemos ter uma resposta mais representativa no fim de janeiro, quando termina os meses mais chuvosos de Brasília" finalizou.

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