Vera Fischer foi transferida ontem do Centro de Tratamento Intensivo (CTI) para um quarto comum da clínica Bambina, onde está internada desde a manhã de quinta-feira, informou ontem a psicóloga da atriz, Lia Guaraná. À tarde Vera Fischer apareceu na janela do sexto andar, acenou e mandou beijinhos para os curiosos na porta da clínica.
A falta de informações oficiais sobre o seu estado gerou especulações durante todo o dia - até mesmo de que teria morrido -, principalmente após a visita do ator Carlos Vereza. Lia negou que Vera Fischer tenha sido internada por causa de uma overdose de drogas e afirmou se tratar de uma faringite.
Antes mesmo de entrar no hospital, ver a atriz ou falar com algum médico, Vereza fez um discurso no qual referia-se a Vera sempre no passado. ‘‘Eu queria fazer uma acusação ao cínico marketing da falsa cultura da transgressão que não entendia cada gesto desesperado de Vera, não percebendo seus apelos de socorro’’, disse na porta da clínica.
‘‘Eu acuso aqui o marketing de legalização das drogas que, provavelmente, em artigos e mais artigos lacrimosos e hipócritas, farão biografia da jovem que começou como miss, tornou-se uma grande atriz e vítima de uma tragédia, da qual todos nós somos cúmplices sobretudo os que detêm as resenhas das colunas na mídia.’ Perguntado se estava anunciando a morte da atriz, Vereza admitiu que não tinha informações sobre o estado de saúde dela. ‘‘Vim ver como ela está mas, particularmente, acho que o estado é grave.’
Minutos depois Vera apareceu na janela ao lado da filha Rafaela, durante cinco minutos. Pouco depois a atriz voltou a aparecer na janela. ‘‘Isso foi fruto dos urubus que inventaram tudo isso por todo o Brasil’’, esquivou-se Vereza ao sair da clínica. ‘‘Vim ajudá-la como ser humano, não da forma maquiavélica que vocês da imprensa agem quando ela comete um ato impensado.’

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