Faltando menos de duas semanas para a abertura da última Olimpíada do milênio, a maior agitação no gigantesco complexo do Parque Olímpico é provocada pelos fortes ventos que castigaram durante todo o dia de ontem o subúrbio de Homebush, na zona oeste de Sydney.
Os técnicos dizem ter previsto o fenômeno e garantem que isso não vai atrapalhar o desempenho dos atletas, principalmente nas provas de atletismo. Alheios à essa polêmica e entusiasmados com o evento, os australianos passaram o dia percorrendo as instalações do parque e procurando ingressos.
Ainda restam tickets para competições importantes como atletismo, basquete e vôlei. Os preços vão de $ 10 (dez dólares australianos, equivalentes a 5,9 dólares americanos) para se assistir a um treino de ginástica ou a um jogo de beisebol até $ 1.382 por um lugar na cerimônia de encerramento, no dia 1º de outubro.
Caros também são os ingressos para as provas finais, que valem medalha. Nas lutas que encerram o boxe, por exemplo, cada cadeira vale entre $ 285 e $ 355.
Para a final do pólo aquático, os tickets custam até $ 255, bem mais do que os $ 85 cobrados na disputa do ouro no handebol e no levantamento de peso.
Os preços estão um pouco acima do poder aquisitivo dos moradores de Sydney, que já reclamam da inflação provocada pela criação da Good Service Taxis (GST). Essa taxa foi criada em julho deste ano pelo governo para tapar buracos no orçamento e elevou em 10% o preço de todos os produtos e serviços da cidade.
Muitos acham que o estouro na previsão dos gastos olímpicos é o grande responsável pela inflação das últimas semanas. As obras teriam custado mais de $ 7 bilhões contra os $ 3 bilhões estimados pelo governo. (A.E.)

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