Vendedora usava medicamento controlado
A vendedora Maria Isabel Cuadra Segura, de 34 anos, usou medicamentos controlados em 1991. Hoje, ela diz que jamais usaria novamente esse tipo de recurso para emagrecer. Com 1,58 de altura e 68 quilos, Isabel queria emagrecer e não tinha força de vontade. Pensando nisto, ela resolveu pagar um especialista. A consulta foi particular. Do consultório, ela levou a primeira receita para fazer medicamento em uma farmácia de manipulação.
''Eu tinha que tomar diariamente o remédio e caminhava todos os dias no Parque Barigui (em Curitiba). O efeito foi imediato. Tive sérias alterações de humor. Fiquei irritada, com dores de cabeça. Sentia meu coração batendo mais forte. Era taquicardia mesmo. Em dois meses, perdi dez quilos'', relatou.
Isabel pagava todas as consultas e sempre levava nova receita. ''Depois de emagrecer, tinha que fazer manutenção. Eu continuava tomando o remédio dele e pagando. Segundo ele, até as glândulas sebáceas se acostumarem. Não fui mais lá'', disse.
O efeito teria demorado um pouco. Apesar de continuar caminhando, Isabel recomeçou a engordar. ''Continuei magra por um tempo. Mas em seis meses eu tinha engordado tudo outra vez e mais um pouco. Cheguei a ficar com 81 quilos''.
Aos poucos, ela resolveu mudar de tática. Fazendo uma dieta alimentar baseada em média de consumo de calorias por dia, ela conseguiu emagrecer sozinha 20 quilos. ''O melhor é que não tive alteração de humor. É difícil. A gente tem que caminhar, fazer dieta alimentar, deixar de comer doces, quando come arroz não come feijão. Mas acho que vale a pena. Não adianta poder comer de tudo e não ter qualidade de vida.''
A vendedora diz que jamais voltaria a tomar medicamentos para emagrecer. ''Eu odiava, era incômodo. Só tomava porque acreditava que estava precisando. Acho que agora estou bem. Ainda posso emagrecer, mas não tenho estrutura óssea para ficar magrinha. Acho até que ficaria horrível se fosse seca'', brincou. (L.P.)





