BAURU - O vendedor Jurandir Marcelo de Lucas, 30, matou a tiros seu filho, Lucas, 3, a ex-mulher, Cristiane Rocha Lucas, 23, e se suicidou com um tiro na cabeça. O crime ocorreu na noite de sábado, em Marília, no interior de São Paulo. O casal estava separado havia um ano e Jurandir tentava uma reconciliação, recusada pela ex-mulher. Além dos problemas conjugais, Jurandir estava cumprindo aviso prévio na empresa na qual trabalhava em Marília.
O crime aconteceu quando Cristiane foi até a casa de Jurandir buscar o garoto Lucas, que estava desde a sexta-feira na companhia do pai. Logo que entrou na casa do ex-marido, Cristiane levou um tiro no abdômen. A polícia suspeita que o menino já havia sido atingido por uma bala 20 minutos antes com um tiro no ouvido. Após matar a ex-mulher, o vendedor atirou contra a própria cabeça. Os tiros foram ouvidos pela mãe de Cristiane, Giovani Soares da Rocha, que tinha ido com a filha buscar o neto e ficou esperando do lado de fora da casa.
Na casa do vendedor, a polícia achou bilhetes escritos por ele. Em um deles, está escrito: ‘‘A mulher que ama não se separa’’. O pai de Cristiane, José Pedro da Rocha Filho, disse que a filha e o ex-genro tinham bom relacionamento após o fim do casamento e que o crime surpreendeu a família. ‘‘Apesar de ter um parafuso meio fora do centro, Jurandir era um bom rapaz. Ninguém sabe o que se passou na cabeça dele’’, afirmou.
‘‘Jurandir era muito ciumento. Ele não deixava minha filha nem estudar. Já tiveram brigas violentas, mas naquele dia não havia nenhuma confusão entre eles’’, afirmou Giovani, mãe de Cristiane. Cristiane era formada em pedagogia pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) e estava trabalhando como professora em uma escola do município. Os três corpos foram enterrados domingo no cemitério da cidade que fica a 50 metros da casa dos pais de Cristiane.

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