Porto Alegre, 08 (AE) - Um vendaval provocou uma morte e destelhou mais de 150 casas em cidades do Vale do Rio Pardo, Alto Uruguai, Depressão Central, Sul, Missões e Planalto Médio, no Rio Grande do Sul. Acompanhados de chuva, os ventos provocaram destruição desde a noite de terça-feira até a madrugada de hoje. Além das residências danificadas, painéis de publicidade, postes e árvores foram derrubados.
Em Bossoroca, nas Missões, a agricultora sem-terra Glaci Engeroff, de 42 anos, morreu quando uma árvore caiu sobre a barraca em morava, no acampamento da granja Primavera. Três municípios decretaram hoje estado de emergência.
No município de Rio Pardo, a 147 quilômetros de Porto Alegre, 100 moradias foram destelhadas. Em Passo Fundo, no Planalto Médio, 40 casas perderam a cobertura. Em Santiago, no Centro do Estado, 17 ficaram na mesma situação. A queda de postes na área rural deixou municípios vizinhos, como Itacorubi e Unistalda, sem energia elétrica.
Em Santo Antonio das Missões, perto da fronteira com a Argentina, 20 famílias tiveram que deixar suas casas. Também houve destelhamentos em Erechim, no Alto Uruguai, e em São Luiz Gonzaga, na região das Missões.
Morte - No acampamento de sem-terra da granja Primavera, em Bossoroca, na mesma região, a queda de um pinheiro sobre uma barraca de lona matou Glaci Engeroff. De acordo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST/RS) a árvore caiu durante a madrugada de hoje, atingindo a vítima no tórax. Ela tentava fechar a entrada da barraca quando aconteceu o acidente. Glaci, que morava com o marido e três filhos, foi levada ao hospital de São Luiz Gonzaga, mas morreu antes de se atendida. Outras cinco pessoas ficaram feridas no acampamento. Todas foram medicadas e liberadas.
Emergência - A Coordenadoria de Defesa Civil/RS informou hoje à tarde que três prefeituras -- Santo Antonio das Missões, Bossoroca e Rio Pardo -- decretaram situação de emergência por causa dos estragos. Antes, Pinheiro Machado, município do Sul do Estado onde houve outro temporal na semana anterior, tomara a mesma providência. O capitão Vinícius Correia, chefe da operações da Defesa Civil/RS, disse que todas as famílias que tiveram suas casas avariadas nos diversos município, já haviam encontrado um abrigo provisório.

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