A população de Goioerê (78 km a oeste de Campo Mourão) foi surpreendida por um forte vendaval na tarde de ontem que deixou seis pessoas feridas, pelo menos quatro barracões destruídos e dezenas de casas destelhadas e árvores tombadas. Até por volta das 20 horas, muitos bairros continuavam sem energia elétrica e sem comunicação por telefone.
Segundo a Polícia Militar, as seis vítimas foram encaminhadas para o hospital da cidade com ferimentos leves. Como o vento arrancou telhados inteiros, a prefeitura teve que distribuir lonas plásticas para que os moradores não ficassem desabrigados. Conforme o site Goionews, um dos locais mais atingidos foi a avenida Santos Dumont, onde diversos prédios comerciais foram danificados. O prefeito Fuad Kffuri pode decretar estado de emergência no município.
Em Londrina, um vendaval à tarde derrubou a casa da moradora na Rua Lady Diana, Jardim Abussafi (Zona Leste). Ao chegar do trabalho, Elsa Silva Ferreira, 57 anos, encontrou inteiro somente o banheiro de sua casa. Paredes, portas, janelas e móveis viraram entulhos. Vizinhos, sensibilizados, ajudavam a moradora a carregar o que sobrou para a casa da filha mais velha, no mesmo bairro.
Na hora do acidente estavam no interior da casa, a filha mais nova de Elsa, Alessandra Cristina Ferreira, 16 anos, com uma amiga. Elas tiveram ferimentos leves. ''Minha filha me ligou chorando pedindo que eu voltasse pra casa porque estava tudo caído. Eu saí do trabalho e vim correndo. Cheguei aqui já estava tudo no chão. Mas com a ajuda de Deus a gente consegue erguer tudo de novo'', disse a moradora.
A filha mais velha de Elsa, Nilza Ferreira, lamentava a situação. ''Não sobrou nada, minha mãe não tem mais nada. Ela vai precisar de muita coisa'', disse. Ela fez o apelo: ''Quem puder ajudar com qualquer coisa pode ligar no celular 9946-6750''.
Também na Zona Leste, a queda de uma parede no centro comunitário do Conjunto Alexandre Urbanas ocasionou ferimentos leves em duas pessoas.
Por volta das 16h30, uma árvore do Bosque (Centro) caiu na Rua Pará, bem em frente ao Colégio Mãe de Deus, impedindo o tráfego por mais de uma hora. Segundo o engenheiro agrônomo da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) Marcos Vinicius Tersariol, não há levantamento recente sobre o número de árvores condenadas no Bosque. (Colaborou Silvana Leão)

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