São Paulo, 31 (AE) - As vendas feitas pela Internet no fim de ano, embora ainda inexpressivas se comparadas ao comércio tradicional, tiveram resultados acima do esperado pelas empresas que atuam no mercado on line. No Pão de Açúcar, por exemplo, as vendas eletrônicas ficaram 20% acima da meta estabelecida. "Com o corre-corre de fim de ano o consumidor usa bem mais a Internet
fax e telefone para abastecer a casa e dispor de maior tempo livre para comprar presentes", diz a gerente de comércio eletrônico da empresa, Juliana Behring. Um dos itens fortes de venda pelo sistema delivery no fim do ano, explica, são as cestas de Natal. "Vendemos 11.500 unidades este ano, cerca de 2.500 a mais do que no ano anterior", diz.
A livraria Siciliano atendeu a 30 mil pedidos de livros, CDs e fitas feitos pela Internet neste mês e faturou cerca de R$ 1,5 milhão. As vendas virtuais representaram 3% do total comercializado pela empresa. No Natal passado elas correspondiam a menos de 1%. E a perspectiva é de continuar crescendo. Segundo o diretor presidente da companhia, Oswaldo Siciliano Junior, o faturamento com as vendas feitas pela Internet deve saltar de R$ 4 milhões este ano para R$ 20 milhões no ano 2000.
A Submarino loja vitual que comercializa livros, CDs e brinquedos e que começou a atuar no mercado em novembro também não tem do que se queixar. "Vendemos 25% acima do esperado", afirma o diretor-comercial empresa, Luiz Elísio Melo. Do total de pouco mais de R$ 1 milhão de vendas efetuadas no período natalino, 44% foram de livros, 39% de CDs e 17% de brinquedos.
A Americanas.com, criada pela Lojas Americanas para vendas virtuais, oferecendo 1.500 produtos, também começou a testar a receptividade dos internautas em novembro. "Lançamos nosso site no mês passado e só fizemos publicidade no mercado de Curitiba", conta o presidente Pedro Donde da empresa especialmente criada para vendas virtuais e com um centro de distribuição próprio.
Mais da metade das vendas no período foram de CDs e brinquedos, mas Donde se surpreendeu também com os produtos de lingerie, os mais vendidos na primeira semana de funcionamento do site. "A expectativa era receber cerca de 40 mil visitas, mas recebemos mais de 100 mil, sendo que 2% deste total se converteu em vendas, o que pode ser considerado muito bom", diz. Sua meta é vender pela Internet o equivalente a uma loja média da rede, o que corresponderia a um faturamento em torno de R$ 16 milhões.
O shopping virtual ZipShop - produto do provedor de conteúdo ZipNet - que começou a funcionar há pouco mais de um mês, recebeu a visita de 80 mil potenciais consumidores no período de Natal. "O maior volume de vendas foram de produtos já bem comercializados pela Internet, como livros e cds, mas também tivemos bons resultados com outros itens como flores e cestas de Natal", diz o diretor da ZipNet, Fernando Teles. Ele ainda não dispõe do resultado das vendas de fim de ano, mas diz que o valor da compra média ficou entre R$ 30 e R$ 40. Com 30 lojas ativas e de nomes conhecidos como Blockbuster, Rose Benedetti, Imaginarium e Fneac, entre outras, o ZipShop pretende atingir um público de 2,6 milhões internautas. Eles são os usuários do e-mail da ZipNet.

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