São Paulo, 1 (AE)- O setor de autopeças deve encerrar este ano com superávit comercial de US$ 400 milhões, segundo projeção do Sindipeças. A expectativa é de vendas de US$ 4,12 bilhões ao Exterior ante compras de US$ 3,72 bilhões. Entre 1998 e 1999, as exportações do setor recuaram 12%, enquanto as importações retrocederam 13%. No ano passado, os Estados Unidos foram o país que mais comprou autopeças do Brasil, com 39,9% do total vendido ao Exterior, seguido por Argentina, com 21,2%.
A participação dos EUA nas exportações brasileiras cresceu 5,4 pontos percentuais em 1999 sobre 1998, enquanto que a participação da Argentina caiu caiu 6,3 pontos, para 21,2% do total. Em valores, as exportações à Argentina recuaram 32% para US$ 754 milhões, segundo dados preliminares para 1999, enquanto que as importações diminuíram 4% para US$ 518 milhões. O setor encerrou o ano com superávit comercial de US$ 236 milhões com a Argentina.
A desvalorização do real, de acordo com o presidente da entidade, Paulo Butori, é o principal fator para a reversão nos resultados da balança comercial do setor. O presidente da Arteb, Pedro Eberhardt, explica que a desvalorização aumentou a competitividade da autopeça no Exterior, que ficou mais barata, ao mesmo tempo em que aumentou a nacionalização de grande parte das autopeças nos veículos montados no Brasil. Na ponta da importação, a participação dos Estados Unidos nas compras do Brasil recuaram de 19,5% do total para 15,9%, mas a participação da Alemanha nas importações do setor de autopeças aumentaram de 16,3% para 21,1%. A Alemanha é o segundo maior importador ao Brasil no setor.