Vendas na Internet movimentam US$ 9,9 bi nos EUA
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quinta-feira, 27 de maio de 1999
Por Carin Homonnay Petti 
São Paulo, 28 (AE) - O comércio via Internet nos Estados Unidos deve movimentar U$$ 9,9 bilhões em 99 - 70% mais que a cifra registrada no ano passado. Os dados são de pesquisa divulgada hoje pela Starmedia em seminário sobre comércio eletrônico promovido pela Câmara Americana do Comércio, em São Paulo. Para o ano 2000, a projeção é de que a receita salte para US$ 15,6 bilhões. Em 2002, a quantia deve ser ainda maior: US$ 37,5 bilhões. Também segundo o levantamento, os compradores on-line norte-americanos devem crescer de 23 milhões para 61 milhões em 2002. No mesmo período, a população com acesso à rede deve aumentar de 76 milhões para 116 milhões.
No Brasil o volume das vendas feitas pela rede ainda é desconhecido. Entretanto, pesquisa com usuários da Stamedia revela que 30% dos internautas brasileiros já recorreram à Web na hora das compras. O levantamento mostra também que a publicidade virtual pode ser bom negócio. Entre os usuários, 87% costumam acessar os anúncios que lhe interessem e 66% lêem propaganda enviada por e-mail.
Legislação - Mesmo com tanto crescimento, as vendas eletrônicas têm ainda legislação bastante frouxa, com muitos pontos ainda indefinidos. Entre as principais pendências está a legislação tributária, a alfandegária e a de proteção ao consumidor, como explica Dale Marshall, membro do comitê de comércio eletrônico da Nafta. "Nos casos de impostos como ICMS, ainda falta definir se, nas vendas feitas pela rede, a tributação será feita no país de origem ou de consumo", afirmou ele, em palestra. "Ainda existem sérios problemas de jurisdição", avalia.
Outro impasse, acrescenta ele, é a eventual criação de tarifas para o comércio internacional via Web. "Países em desenvolvimento alegam que, sem a criação de tarifas, a perda será muito grande", diz Marshall. Mas pondera: "Outros estudos sustentam que os problemas serão mínimos". Também em caso de comércio internacional falta definir onde serão resolvidos problemas com o consumidor. E exemplifica: "Que tribunal cuidaria do caso de um brasileiro que comprou algo em Miami através de um site em Barbados?" O senador ressalta também que os governos deverão encontrar formas de combater as demissões provocadas pela substituição do comércio tradicional pelo virtual, com menor número de funcionários. "Não acredito que a Internet trará mais desemprego. Ao contrário, o comércio eletrônico vai criar muitas oportunidades de trabalho", diz. Mas adverte: "Os governos têm de se preparar para essa mudança porque as novas vagas exigirão profissionais bem treinados".


