Vendas do varejo devem cair em março
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segunda-feira, 15 de março de 1999
Por Márcia Furlan 
São Paulo, 16 (AE) - As vendas do comércio varejista da cidade de São Paulo devem cair entre 10% e 12% em março, apesar das liquidações, segundo dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Os números levam em consideração a queda de 3% nas consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) e de 4,5% no TeleCheque na primeira quinzena do mês em comparação ao mesmo período de 1998, apesar da existência de um dia útil a mais. Foram feitas 607.600 mil consultas ao SCPC e 712.196 ao TeleCheque com relação à fevereiro deste ano, no entanto, houve crescimento de 9,6% e 0,7% respectivamente. Este fato se explica
segundo o economista da ACSP Marcel Solimeo, também pelo menor número de dias úteis e por fevereiro ser tradicionalmente um mês fraco em vendas.
A inadimplência continua em rítmo de crescimento. O número de carnês em atraso teve elevação de 16,3% em relação a março de 1998 e 34,8% em relação à fevereiro, com 224.679 registros. Por outro lado foram cancelados 135.790 atrasos, o que indica um aumento de 23,6% no número de pessoas que conseguiram quitar suas dívidas.
O número de falências vem se mantendo em patamar inferior ao observado no ano passado, mas teve aumento com relação à fevereiro. Foram requeridas até agora 422 falências, contra 457 de março de 1998 e 313 em comparação à fevereiro. Com relação a concordatas, foram feitos 5 pedidos, mesmo número registrado em março de 1998 e 3 a menos que fevereiro deste ano. A redução no número de falências, segundo o presidente da ACSP, Elvio Aliprandi, tem causa no menor volume de transações em atraso feitas pelas empresas, em função das dificuldades de obtenção de crédito. O fato acaba se refletindo, na sua opinião, na redução também do nível de atividades e no aumento do desemprego.


