Lisboa, 2 (AE) - Apesar de os resultados da Jerônimo Martins no Brasil terem sido afetados pela desvalorização cambial, o grupo português - que detém os supermercados Sé - deverá manter seus investimentos no País. No primeiro semestre deste ano, o total de vendas do grupo no Brasil foi de US$ 160 milhões, menos 50 milhões do que no mesmo período do ano anterior.
Com a queda, o Brasil passou a representar apenas 10% do total de vendas do grupo, enquanto no primeiro semestre de 1998 representava 14,2%. Além de Portugal, a Jerônimo Martins tem investimentos na Polônia (21,1% do total de vendas, sendo o maior grupo de supermercados dos país) e na Inglaterra (1,4% do total das vendas do grupo).
No primeiro semestre deste ano, o grupo teve vendas em todos os mercados em que atua de US$ 1,6 bilhão, 9,5% acima do registrado nos seis primeiros meses de 1998.
Segundo Franquelim Alves, diretor financeiro do grupo, em junho deste ano, o grupo tinha no Brasil 40 lojas físicas e uma virtual (vendas através da Internet), 17 lojas físicas a mais do que em junho de 1998. No entanto, as vendas contabilizadas registram um montante menor. "Em reais, tivemos um aumento de 18% no volume de vendas, mas o efeito da desvalorização de 35% do real pesou significativamente", afirma.
Franquelim acredita que o mercado deverá ter uma reação positiva, com aumentos significativos de vendas até o final do ano. No entanto, o grupo não vai entrar na corrida de aquisições
atualmente protagonizada pelo Carrefour e pelo Pão de Açúcar: "Nós temos a nossa posição estratégica, que é de expandir à medida que encontramos condições de compra adequadas. Não pretendemos crescer por crescer, mas aumentar o valor para os nossos acionistas".
O objetivo de crescimento da rede é manter uma média de mais 20 lojas por ano. Desde janeiro, foram adquiridas dez lojas dos supermercados Santo Antônio e foram construídas mais três. "Nosso crescimento poderá ir além de mais sete lojas até o final do ano", afirma Franquelim.

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