São Paulo, 31 (AE) - As vendas de veículos novos em março devem totalizar aproximadamente 120 mil unidades no atacado (das fábricas para as revendas), volume cerca de 200% superior ao de fevereiro. No varejo (das lojas para o consumidor), a previsão da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) é de fechamento de 110 mil negócios ante os 53 mil do mês passado. A maioria das montadoras de automóveis vai aumentar a produção neste mês.
A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que resultou em uma queda de até 12% nos preços, reaqueceu o mercado de carros em todo o País. Em São Paulo, onde também foi aprovada a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 12% para 9%, já há falta de produtos como Siena, Palio 1.6 e Palio Weekend (Fiat), Corsa 1.6 e Astra (General Motors) e Gol e Parati 1.6 (Volkswagen).
A redução dos impostos terá validade até meados de maio, quando os preços deverão aumentar novamente. Além de São Paulo, reduziram o ICMS os Estados de Santa Catarina, Espírito Santo e Mato Grosso. A decisão está sendo contestada na Justiça pelo governo do Rio Grande do Sul e pelo Sindicato dos Agentes Fiscais de Minas Gerais (Sindifisco).
Para este mês, quase todas as montadoras estão programando aumento de produção. A General Motors vai manter a semana de trabalho em 44,5 horas, adotada nos últimos dias para compensar perdas de produção por conta da falta de peças. A Volkswagen está negociando com os funcionários o trabalho nas próximas quatro sextas-feiras. Há vários meses a fábrica de São Bernardo do Campo só está operando entre segunda e quinta-feira.
A Fiat vai ampliar a produção da fábrica em Betim (MG) de 1,5 mil para 1,7 unidades diárias. Nos dois primeiros meses do ano a indústria automobilística produziu 171.498 veículos, 30% a menos do que em igual período do ano passado. Os dados de março serão divulgados na próxima semana pela Anfavea.

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