Vendas de planos de 28 operadoras são suspensas
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Johanna Nublat<br>Folhapress 
Brasília - O Ministério da Saúde anunciou ontem a suspensão da comercialização de 225 planos de saúde de 24 operadoras pelo descumprimento nos prazos de atendimento de consultas, procedimento e cirurgias. Outras quatro operadoras ainda terão a suspensão de suas carteiras completas - não foi passado o número exato de planos comercializados por elas.
A suspensão das vendas começa na segunda-feira e vale por três meses. A medida, porém, não impacta no atendimento de quem já é cliente desses planos - que abarcam cerca de 1,9 milhão de pessoas, ou 4% do público da saúde suplementar.
Desde dezembro de 2011 vale uma norma da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que estabelece o prazo limite para atendimento de uma consulta básica (pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia) em sete dias, 14 dias para consultas com outros especialistas e 21 dias para internações eletivas, entre outros.
A agência estabelece um indicador para cada operadora, baseado na relação entre o número de reclamações e de beneficiários. Ganha quatro pontos quem tiver indicador 75% acima da média de todos os indicadores. Quatro pontos em dois monitoramentos consecutivos leva à suspensão do plano.
Essa é a terceira rodada de suspensões da comercialização dos planos. Em julho de 2012 foram 268 planos de 37 operadoras com a venda suspensa. Já em outubro, foram mais de 300 planos de 38 operadoras.
Novas punições
Como 16 das operadoras listadas passaram o último ano na pior classificação, sem apresentar melhora, elas entrarão em processo de direção técnica - além de terem a suspensão de venda dos planos.
Isso significa que deverão apresentar à ANS uma proposta de solução dos problemas. Se isso não ocorrer, um técnico da ANS será destacado para acompanhar as respostas da operadora à necessidade de ampliação da rede de atendimento ou a organização da central de atendimento.
Outra novidade no ciclo de monitoramento, explicou ontem o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, é a inclusão, a partir de agora, de outros critérios na composição do indicador, como a negativa de atendimento, a cobrança de carências indevidas e a não oferta dos procedimentos mínimos obrigatórios. Um termo de compromisso entre governo e empresas será assinado, também, com 13 operadoras.


