O Superbus já conta com ônibus distribuídos em dez linhas, mas ampliação da estrutura demanda investimentos já que os veículos têm valor mais alto
O Superbus já conta com ônibus distribuídos em dez linhas, mas ampliação da estrutura demanda investimentos já que os veículos têm valor mais alto | Foto: Marcos Zanutto


Apesar da Política Nacional de Mobilidade Urbana ressaltar em diversos trechos a importância pela opção do transporte coletivo, Londrina está na contramão desta medida. Segundo a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), o número de passagens vendidas mensalmente caiu de 3,8 milhões para 3,5 milhões em 2017, se comparado com 2016, o que representa uma diminuição de 7,8%.

Para Wilson de Jesus, gerente de Transporte da companhia, a ascensão de meios de transporte por aplicativo, como o caso do Uber, é a principal causa da redução. "O serviço não regulamentado tem sido extremamente prejudicial ao transporte público, pois existe uma disputa pelo cliente. Essa queda acaba dificultando o rateio dos recursos", argumenta. Num segundo momento, ele credita a queda ao próprio trânsito da cidade, que faz com que o tempo de locomoção seja mais demorado. "Fomos de 22 quilômetros de velocidade média por viagem para 14."

Como forma de aliviar este fator, Jesus aponta as faixas exclusivas para ônibus, que em Londrina compreendem trechos de sete grandes vias. "Com estas faixas temos ganho de cerca de 12 minutos por viagem e sentido", ressalta. O gerente defende a qualidade do transporte público municipal usando como base pesquisa realizada em outubro, e divulgada pela FOLHA, que mostrou que o serviço tem 70% de aprovação dos londrinenses que avaliaram como muito satisfeitos, satisfeitos ou normal.

Principal aposta das últimas administrações municipais para melhorar o transporte, o modelo de transporte BHLS (Bus with High Level of Service) ou Superbus conta até o momento com 16 ônibus distribuídos em dez linhas. Entretanto, a otimização da estrutura segue a passos lentos. "Este modelo está sendo avaliado dentro da ótica da mobilidade, com o enquadramento que o plano vai dar, para que estejamos alinhados. Seguimos tomando cuidado com a ampliação, porque isso demanda mais investimentos pois os veículos têm um valor mais alto", pondera.

O gerente de Transportes da CMTU adianta que a partir desta semana será divulgada uma ferramenta, que já está pronta, em que serão informados os horários, linhas para fazer integração e oportunidade de avaliar o serviço. "Também estão prontos os projetos arquitetônicos para reformar quatro terminais urbanos dos bairros. Isto está na fase dos projetos complementares, que deverão ficar prontos no primeiro semestre", garante. "Existe a intenção de ampliar a manutenção dos pontos de ônibus com coberturas melhores", acrescenta.

A companhia já começou internamente as tratativas sobre o contrato de concessão do transporte coletivo, que vence no final de 2018. As empresas podem manifestar interesse em renovar até seis meses antes do término. A prefeitura também fará encaminhamentos sobre um possível novo modelo. Independente disso, as alternativas são renovar com as atuais empresas ou fazer nova licitação. (P.M.)

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