São Paulo, 13 (AE) - As vendas de papelão ondulado para embalagens atingiram a marca de 142.546 toneladas em março, um aumento de 14,03% na comparação com fevereiro, quando foram comercializadas 125.004 toneladas. No primeiro trimestre, as vendas somaram 396.689 toneladas, contra 395.076 toneladas nos primeiros três meses de 1998, o que representa um incremento de 0,41%.
O resultado positivo no primeiro trimeste de 1999 em relação ao mesmo período do ano passado contrariaram expectativas pessimistas dos produtores de papelão ondulado, que estimavam retração de 2% a 3% no setor em relação a 1998, segundo revelam os dados do acompanhamento mensal feito pela Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO).
Para o presidente da associação, Paulo Sérgio Peres, o desempenho do setor mostra que, gradativamente, o nível de atividade econômica está apresentando sinais de melhora. "Após o período mais turbulento da crise, onde o pessimismo predominou
a economia está entrando em uma fase mais assentada, com os primeiros sinais de recuperação", afirmou Peres.
O presidente da ABPO informou que os setores básicos da economia, como as indústrias de alimentação, higiene e limpeza, produtos farmacêuticos, avicultura, fruticultura, entre outros, responsáveis pela utilização de aproximadamente 50% do papelão ondulado na embalagem dos produtos, registraram variação positiva.
Peres destacou, por exemplo, que a indústria têxtil expediu 6.522 toneladas no primeiro bimestre de 1999, contra 5.822 registrados no mesmo período do ano passado, aumento de 10 6%. "A indústria têxtil é um exemplo do aquecimento, apesar de pequeno, da economia, já que passou por momentos difíceis nos últimos anos", afirmou.
O presidente da ABPO alerta, no entanto, para o otimismo exagerado dos analistas referente a situação do País nos próximos meses. "Os números mostraram que não devíamos ter sido tão pessimistas, mas otimismo ao extremo quanto ao futuro também não traz vantagens", disse.

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