Vendas de Natal crescem 3,8% em Porto Alegre
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 27 de dezembro de 1999
Por Ayrton Centeno 
Porto Alegre, 27 (AE) - Os lojistas da capital gaúcha fecharão dezembro com vendas 3,8% superiores às do mesmo mês de 1998. A projeção é do presidente do Clube dos Diretores Lojistas (CDL) local, Joel Iuchno, com base em pesquisa feita com 100 empresas e 280 lojas da cidade. Iuchno considerou o movimento de vendas no Natal "muito satisfatório". A estimativa é de faturamento de R$ 300 milhões no último mês do ano, que terminará com negócios de R$ 2 bilhões. Brinquedos, confecções e eletroeletrônicos dominaram as compras em dezembro.
Iuchno lembrou que, ao longo de 1999, o setor vinha registrando índices negativos mas teve uma reação nos últimos meses. Mesmo assim, o ano acabará com números aproximadamente 5% inferiores aos de 1998. Em compensação, ele acredita que a tendência verificada em dezembro terá fôlego para animar os próximos meses, tradicionalmente difíceis, de janeiro e fevereiro. "Estamos esperando uma recuperação moderada para janeiro na comparação com o mesmo mês de 1999", disse.
Inadimplência - Para o presidente do CDL - entidade que reúne 3.500 empresas e 8.000 mil lojas em Porto Alegre - , o desempenho de dezembro se deve às menores taxas de juros, estabilização dos preços no varejo e menor comprometimento de renda, entre outros fatores. Outro item importante foi a redução da inadimplência. Levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) indicou, em dezembro, uma queda de 20% no número de inadimplentes em relação ao mesmo mês de 1998.
Nos shopping centers, avalia-se que o avanço foi superior aos 3,8% da média geral do comércio lojista, mas o percentual não estava disponível. Um questionário respondido por 131 empresas com lojas em shoppings na capital gaúcha apontou um ambiente otimista. Dos entrevistados, apenas 9,9% descreveram um crescimento inferior ao do Natal de 1998. No outro extremo, 52 4% citaram um desempenho superior, com percentuais de avanço nas vendas oscilando de 1% a 20%.
Iuchno prevê, em janeiro e fevereiro, dispensa de funcionários motivada "pela sazonalidade" do negócio. Mas, entre os lojistas de shoppings, 80,2% disseram que manterão seus empregados e 56% pretendem contratar.


