Vendas de cimento chegam a 40,2 milhões de toneladas em 99
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quarta-feira, 29 de dezembro de 1999
por Milton F.da Rocha Filho 
São Paulo, 29 (AE) - As vendas e produção de cimento no País cresceram em 99 apenas 1%, devido a retração da economia. O resultado interrompe evoluções no setor de até 10% ao ano, permitindo um salto de produção de 25 milhões de toneladas em 1994 para 40 milhões de toneladas em 1998, e agora um novo recorde de 40,2 milhões de toneladas. Foi um pequeno crescimento
mas ainda assim maior do que no ano passado, segundo o diretor executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (Snic), João Batista Fiuza.
Ele admitiu que o setor tem repassado alguns aumentos de custos ao preço final do produto,como forma de suportar os ajustes verificados em óleo combustível e energia elétrica, principais insumos do setor na composição de seus custos. "Na verdade, o óleo combustível e a energia elétrica representam 60% dos custos do setor", destacou.
Para se ter uma idéia, no acumulado do ano de janeiro a novembro, a produção e a venda de cimento, que caminhavam juntas
tiveram uma evolução de 0,81% sobre igual período do ano passado. "Agora com as boas vendas e produção do final do ano, chegamos a um crescimento de 1% sobre o ano passado", disse.
O preço da tonelada de cimento no País está em US$ 55 contra preços de US$ 75 a 85 por tonelada que são praticados no mercado internacional. "Houve algum repasse de preços, mas sabemos que não dá para se tentar ajustes melhores, porque o mercado é competitivo e não aceita. O setor de cimento sofreu o duro impacto de um ajuste do preço do óleo combustível, de cerca de 200% somente em 99 e de 35% no preço da tarifa de energia elétrica do início do ano até agora, mas o repasse nos preços não chegou em média a 25%".


