Rio, 21 (AE) - As vendas da indústria fluminense aumentaram 5,5% no ano passado, informou hoje a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) - que não inclui o desempenho do setor de petróleo, o mais forte do Estado. Mesmo com este aumento, o setor demitiu 31.396 trabalhadores - uma redução de 8,99%. Mesmo se houver reaquecimento econômico este ano, não há perspectivas de uma "recontratação maciça", avisou o presidente do Conselho Empresarial de Economia da entidade, Carlos Mariani Bittencourt.
Segundo Bittencourt, o mais provável é que o número de vagas na indústria se estabilize, sem a abertura de novos postos de trabalho. O resultado das vendas no ano passado coloca a indústria do Estado em terceiro lugar nas vendas no Brasil, atrás da Bahia e Espírito Santo, segundo dados da Confederação Nacional das Indústrias (CNI). A gerente de Estudos e Pesquisas da Firjan, Luciana Marques de Sá, informou que o aumento estava acima das expectativas dos economistas da federação. "Nossa faixa superior projetada era de 4%", afirmou. O setor de bens de consumo liderou as vendas das fábricas no Rio de Janeiro.
Em janeiro, as vendas da indústria fluminense aumentaram 15,2%, na comparação com janeiro do ano passado. Esse resultado é beneficiado pelo fato de que, no primeiro mês de 1999, a indústria estava em crise, por causa da crise da desvalorização do real. Na comparação com dezembro, houve uma queda de 17,9%. Mas no último mês do ano passado houve um aumento de atividade incomum no setor, informaram Mariani e Luciana.
Aumento nas vendas - As projeções para o primeiro trimestre deste ano continuam apontando aumento de 12% a 20% nas vendas reais, informou Luciana. "Não é um número maravilhoso, porque a base de comparação foi um trimestre pavoroso", lembrou Mariani, afirmando que este crescimento é medido de acordo com o desempenho da indústria no mesmo período do ano passado.

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