Vendas da Deten crescem 6,7%
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quarta-feira, 19 de abril de 2000
Por Viviane Mottin 
Salvador, 20 (AE) - No ano passado, a Deten Química teve faturamento bruto de R$ 316 milhões, o que representa crescimento de 40% sobre o resultado do ano anterior, e lucro líquido de R$ 24,7 milhões. O balanço anual da companhia instalada no pólo petroquímico de Camaçari será publicado esta semana. Segundo o diretor superintendente da empresa, Irundi Sampaio Edelweiss, o incremento deve-se à desvalorização do dólar frente ao real e ao aumento de 6,7% das vendas de LAB (insumo para a produção de detergentes líquido e em pó) no mercado interno. Ele afirma que o crescimento das vendas da Deten foi maior do que o do setor em geral, de 5,1%.
Das 162,5 mil t vendidas no ano passado, 148,5 mil t se dirigiram ao mercado interno e as outras 14 mil t foram exportadas para o Chile e a Argentina. Edelweiss estima que o crescimento das vendas em volume, este ano, será de 5%. A expectativa, porém, não foi comprovada pelo movimento registrado no primeiro trimestre do ano, diz.
Comprada ao final do ano passado pela espanhola Petresa, subsidiária integral da Companhia Espanhola de Petroleos (Cepsa)
a Deten investe US$ 10 milhões na expansão da capacidade industrial para a produção de LAB, que saltará das atuais 170 mil t/ano para 220 mil t/ano. Esse crescimento de produção será consolidado no próximo ano.
O insumo básico para a produção do LAB é a parafina, um derivado do petróleo que a Refinaria Landulpho Alves (Relam) não consegue fornecer integralmente à Deten. Para a futura produção, a Relam fornecerá apenas 50% das 175 mil t/ano de normal parafina. Os outros 50% serão importados ao mesmo preço do mercado interno, porém, com custos onerados em 25% por causa do transporte. A matéria-prima vem dos Estados Unidos, Espanha ou Itália.


