São Paulo, 01 (AE) - O número de consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito, da Associação Comercial de São Paulo, registrou em janeiro crescimento de 10,9% em relação a igual mês do ano passado, revelando melhor desempenho do varejo neste início de ano. Foram 1,19 milhão de consultas ao SCPC no primeiro mês deste ano contra 1,08 milhão no mesmo período de 99.
A base de comparação (janeiro de 99), na avaliação da ACSP, é fraca, tendo em vista as dificuldades conjunturais verificadas naquele mês em decorrência da desvalorização cambial e da elevação da taxa de juros básicos da economia, a taxa selic.
" O cenário econômico deste ano é bem mais favorável, com taxas de juros menores, certa estabilização do nível de emprego, declínio da inflação e insolvência e inadimplência dos consumidores em queda", avalia Alencar Burti, presidente da ACSP, que prevê um incremento gradativo das vendas do varejo no primeiro trimestre de 2000.
Burti destacou que a redução que vem sendo observada nos pedidos de falência e concordatas, bem como de títulos protestados, mostra que as empresas se ajustaram e estão preparadas para voltar a crescer depois de um período de enxugamento de suas estruturas e diminuição do nível de atividade.
Foram 40.262 títulos protestados, 392 falências requeridas e 33 falências decretadas em janeiro deste ano contra 82.716 títulos protestados, 430 falências requeridas e 46 falências decretadas em janeiro de 1999. Todos os indicadores de insolvência demonstraram queda em janeiro, tanto em relação a igual período do ano passado, quanto sobre dezembro último, segundo os dados divulgados pelo Instituto de Economia " Gastão Vidigal" da ACSP.
As estimativas de Registros Recebidos na Capital também mostram redução da inadimplêcia, mantendo a tendência observada no segundo semestre de 99.
O total de pagamentos feitos com telecheques, ao contrários das consultas ao SCPC, apresentaram queda de 7,7%, com 1,30 milhão em janeiro deste ano contra 1,41 milhão no mesmo período do ano passado, conforme os números da ACSP.
Burti alerta, no entanto, que a economia do País só vai crescer os 4% esperados pelo governo se os bancos voltarem a emprestar para o setor produtivo. O presidente da ACSP cobra também do Banco Central que continue a promover a redução do custo do dinheiro para as empresas e pessoas fisicas.

mockup