São Paulo, 19 (AE) - As vendas por meio do comércio eletrônico no Brasil deverão quase que triplicar e movimentar mais de US$ 200 milhões até o fim do ano que vem. Atualmente, o volume de negócios fechados com uso de computadores oscila entre US$ 70 milhões e US$ 80 milhões ao ano. "O comércio eletrônico é onde está o dinheiro na Internet", afirmou hoje o presidente da Associação Brasileira dos Provedores de Internet (Abranet), António Tavares.
Atualmente, dos 4 milhões de usuários da Internet, cerca de 30% deles realizam transações usando a rede mundial de computadores: compram e vendem mercadorias ou fecham operações bancárias.
Os negócios do comércio eletrônico ainda não deslancharam por causa do comportamento do consumidor e das empresas, avaliou Tavares. "Criou-se um folclore de que a rede é falha em termos de segurança." Mas esse comportamento deverá mudar, disse o presidente da Abranet. É que a disputa entre os provedores de Internet neste ano está acirrada e cada um está lançando atrativos para atrair clientes.
Tanto é que a 13ª edição da Fenasoft, a primeira realizada após a privatização das telecomunicações no País, está reunindo pela, primeira vez, os grandes provedores mundiais da Internet. Atualmente, existem no País cerca de 300 provedores e esse número deve recuar para 100 até o fim do ano que vem. "Está ocorrendo uma consolidação no setor", afirmou Tavares.
Ele explicou que, com a concentração, os oito maiores provedores hoje (Zaz, Mandic, Matrix, Dialdata, IBM, Originet, PSINet e UOL) deverão somar uma dúzia até o fim do ano 2000.

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