São Paulo, 03 (AE) - A venda do controle acionário da Politeno ainda não foi definida. A proposta para a compra das ações ordinárias do grupo Suzano (35%), da Sumitomo Chemical (20%) e da Itochu Corporation (10%), segundo informam fontes do mercado, teria ficado aquém do desejado. Os outros 35% das ações ordinárias estão em poder da Companhia Nordeste de Participações (Conepar) e não serão vendidos.
Um executivo do primeiro escalão da Politeno informa que o processo de venda do controle não está terminado, mas que os atuais controladores estão levando muito em conta o fato de a Politeno ter 12,47% das ações ordinárias da Norquisa, que por sua vez detém 58,34% do controle acionário da Companhia Petroquímica do Nordeste (Copene).
Para o grupo Suzano, especialmente, a venda dos ativos é importante, já que a empresa pretende usar o resultado da venda em novos investimentos em petroquímica, que serão concentrados na região sudeste brasileira, via Riopolímeros - leia-se pólo gás-químico do Rio de Janeiro.
Há cerca de um mês, um dos conselheiros da Politeno, Adhemar Magon, afirmou que se os valores oferecidos pelas interessadas (Repsol, Petroquímica Triunfo e Ultra, segundo o mercado petroquímico) não estivessem à altura do que vale a comapnhia, o negócio não seria realizado. Até agora, embora os números não sejam revelados, nenhuma novidade sobre o que seria o primeiro passo para a venda do controle da Copene.