Venda de títulos acalma mercado e dólar fecha em baixa
São Paulo, 14 (AE) - A venda de títulos federais corrigidos pela variação cambial (NBC-E) foi apontada como o principal motivo para a redução das cotações do dólar nesta quarta-feira e a melhora das perspectivas em relação à Argentina contribuiu para manter os ânimos mais calmos.
Logo na abertura do mercado, o Banco Central realizou um leilão de venda de 1 milhão de títulos e os investidores rapidamente trataram de vender dólares para buscar hedge (proteção) nos papéis cambiais do BC. "Sempre que há leilão de cambiais, o dólar tende a cair", resumiu um operador.
A moeda norteamericana chegou a cair 1,26% hoje, batendo a mínima do dia em R$ 1,8020, no fim da manhã. No período da tarde, depois das 16 horas, houve um movimento maior de compra de dólares e a moeda norte-americana acabou fechando na cotação máxima do dia, a R$ 1,8220. Mesmo assim, esse preço correspondeu a uma queda de 0,16% em relação ao fechamento da véspera.
Operadores destacaram que o mercado de câmbio continua com baixa disponibilidade de moeda e fluxo reduzido. As exportações continuam sem reação e os bancos não têm muito interesse em captar lá fora para repassar internamente. O custo não compesa.
Além disso, "o nível de investimento continua baixo e as empresas mais capitalizadas nem sempre precisam de recursos; as que precisam nem sempre oferecem as garantias que os bancos exigem", disse um operador de um grande banco.
Em relação à Argentina, embora haja opiniões menos alarmistas sobre a economia daquele país, o mercado mantém-se apreensivo. "Há muitos especialistas na Argentina, mas infelizmente, para boa parte dos investidores estrangeiros, a América Latina é vista como uma coisa só e se uma parte vai mal, as outras sofrem as consequências", disse o operador.
Além da Argentina, o mercado também volta-se para a ásia. Desta vez, para a queda das exportações chinesas. Não se esqueça que a China já esteve na zona de tiro antes", lembrou um operador. O mercado também está atento aos acontecimetos de Brasília, como a reforma ministerial.
Bolsa - O balanço dos investimentos estrangeiros na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), nos dez primeiros dias de julho, registra entrada de recursos de R$ 57,6 milhões. Foram realizadas compras de ações no valor de R$ 815 milhões e vendas no total de R$ 758 milhões.
O saldo dos investidores estrangeiros acumulado no ano, até o dia 8, registra um superávit de R$ 3,2 bilhões. No fim de junho, o resultado estava positivo em R$ 3,2 bilhões.Por Mário Rocha e Cleide Sánchez Rodríguez ATENÇÃO EDITOR: Esta retranca contém trechos da Coluna do Mercado Financeiro, distribuída aos assinantes do Noticiário Econômico (NE).





