São Paulo, 27 (AE) - As vendas de materias de construção devem ter um crescimento de 12% este ano, de acordo com previsão do presidente da Associação dos Revendedores de Material de Acabamento e Construção do Estado de São Paulo (Aremasp), Wilson Sanches Gallo. No ano passado, o faturamento do setor totalizou R$ 26 bilhões. As informações foram dadas na abertura da 7ª Feira Internacional da Indústria de Construção (Feicon), que se realiza no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, de hoje até sábado (01) e deve receber 150 mil visitantes. A Aremasp representa grandes redes de lojas como a Madeirense, Uemura, Telha Norte, Conibra, Mundo Novo, De Cicco, Center Castilho, Recesa.
Gallo espera uma melhora do desempenho das vendas a partir do segundo semestre. Em fevereiro, depois da desvalorização cambial, houve uma queda média de 8% no volume de vendas sobre o mesmo mês do ano passado, mas em março a situação se normalizou. Ele revelou que os preços de alguns produtos, como de tintas e derivados de cobre e alumínio, sofreram um aumento de 10% a 30% em decorrência da alta do dólar. Mas os reajustes chegaram diluídos ao consumidor.
Para Gallo, o setor está passando por grandes modificações, motivadas sobretudo pela mudança do comportamento do consumidor, que tem se tornado mais exigente. Mas pondera que ainda há muito espaço para crescimento, em função do déficit de moradias verificado no Brasil. "Se o poder aquisitivo do brasileiro crescer 10%, já será suficiente para assistirmos um grande salto deste segmento", sustenta.
A 7ª Feicon conta com 550 empresas expositoras, 10% mais que no ano passado, sendo 75 estrangeiras. Entre elas, destaca-se Eucatex, Coral, Cecrisa, Portobello, Tigre, Brasilit, Deca, Eternit, Suvinil, Tramontina. O evento, que passou a ser anual, é considerada uma das quatro maiores feiras do segmento do mundo, além de ser a maior da América Latina. Estão presentes este ano expositores de nove países: Argentina, Espanha, Itália, Estados Unidos, Portugal, Suíça, China, Taiwan e Alemanha. O pavilhão argentino é o maior, com 300 expositores. A feira é destinada a construtores, engenheiros, arquitetos, decoradores, revendedores e pessoas interessadas em construir ou reformar.

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