O jazigo de Machado de Assis, no cemitério de São João Batista (Botafogo, zona sul do Rio) virou motivo de polêmica. A Santa Casa da Misericórdia, que administra o cemitério, criticou a maneira como a sepultura do escritor está sendo vendida pelos herdeiros do escritor. A negociação está sendo feita por um intermediário, o corretor Antônio Barbosa, contratado pela família. Mas, segundo o diretor da Santa Casa, Dahas Zarur, a instituição tem a primazia das transferências. Segundo Zarur, o túmulo de Machado de Assis é de interesse público e atrai visitantes e pesquisadores ao cemitério. O jazigo não abriga os ossos do escritor desde abril de 1999, quando eles foram levados para o mausoléu da Academia Brasileira de Letras. O jazigo, segundo Barbosa, já foi adquirido por uma compradora, cujo nome não revelou, por R$ 120 mil.

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