Venda de cerveja cai 3,83% em fevereiro e março
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domingo, 25 de abril de 1999
Por Edilson Coelho 
São Paulo, 26 (AE) - O mercado brasileiro de cerveja teve queda de 3,83% no bimestre fevereiro/março em comparação com o bimestre dezembro/janeiro, segundo dados da Nielsen, empresa que faz pesquisa sobre produtos de consumo. Com a queda, a indústria deixou de vender em pleno verão 36 milhões de litros de cerveja. No bimestre fevereiro/março, a venda alcançou 949,2 milhões de litros, ante 912,8 milhões no último bimestre.
Apesar dos números negativos, nem todas as empresas perderam participação de mercado. A Skol, desde que ultrapassou a co-irmã Brahma Chop nos meses de outubro/novembro do ano passado, tem conseguido ampliar seu espaço no mercado nacional. Ganhou 1,5 ponto porcentual entre fevereiro e março. A marca ficou no período com 26,8% do mercado total, enquanto no bimestre dezembro/janeiro era de 25,2%.
A Skol não foi a única companhia a obter crescimento na área cervejeira. A Schincariol, quinta no ranking nacional, obteve quase um ponto porcentual de participação: ganhou 0,8 ponto porcentual. No bimestre anterior a companhia detinha 7,4%, passando agora para 8,2%.
O grande perdedor, pelo menos no bimestre fevereiro/março, foi a Companhia Antarctica. A empresa despencou de um bimestre para outro 1,4 ponto porcentual. Isso ocorreu no conjunto das marcas, englobando a Antarctica comum e a Bavária Pilsen. A marca Antarctica permaneceu intacta com 14,3% de participação no mercado nacional nos últimos quatro meses, mas a Bavária perdeu 1,4 ponto porcentual de participação.
Quando foi lançada, em outubro de 97, a Bavária alcançou rapidamente 6% do mercado nacional, subindo acima dos 8% de vendas do setor. De outubro até janeiro, a marca vinha com 7,3% de participação, índice que foi reduzido no bimestre fevereiro/março para 5,9% do setor.
As cervejas Kaiser e Brahma também seguiram o mesmo caminho da Bavária Pilsen, mas em menor grau na queda de vendas, no último bimestre. A Kaiser, dona de 14,8% do setor, perdeu 0,7 ponto porcentual, enquanto a Brahma, que detém 22,1% de participação, teve perda de 0,3 ponto porcentual.


