São Paulo, 09 (AE) - A venda de veículos em julho, de 113.062 unidades, foi 5,66% maior do que no mês anterior. Apesar da expectativa de reação, os fabricantes de veículos não se animaram a elevar a produção, que somou 119.239, uma queda de 1 15% na comparação com junho. A prevalecer a média mensal dos primeiros sete meses, a produção do ano não chegará nem a 1,2 milhão de veículos, que representa as previsões mais pessimistas no setor. Os números, que foram parcialmente antecipados pela Agência Estado (AE) na semana passada, serão divulgados oficialmente às 11h.
A quantidade de veículos produzidos no País, de janeiro a julho - 757.702 - ficou 26,39% abaixo do mesmo período de 1998. Também a produção do mês passado caiu 15,02%, na comparação com julho do ano passado. Em vendas, o desempenho demonstrou uma queda de 20,93% no acumulado, incluindo carros nacionais e importados, que totalizou 738.625 unidades.
Além do desaquecimento no mercado interno, as exportações também não ajudaram no aumento da produção. A indústria automobilística acumulou, até julho, com as vendas externas, faturamento de US$ 1,630 bilhão, o que representou uma queda de 39,96%, na comparação com o mesmo período do ano passado. O valor foi obtido com a venda ao Exterior de 131.370 veículos. A crise na Argentina é a principal causa da retração.
Os modelos populares mantiveram, no mês passado, participação de 65,6% das vendas de automóveis, o mesmo índice de junho. O mercado de carros a álcool continua inexpressivo e somou, no mês passado, participação de 0,8% das vendas, num total de 728 veículos. Há um ano, a fatia ficou bem menor: 0 1%.
Impedidas de demitir, por força do acordo emergencial, as montadoras mantêm praticamente inalterado o nível de emprego. A indústria fechou o mês com 84.440 empregados. Houve ligeiro aumento, de 0,91%, em relação ao nível de junho. Mas, na comparação com o efetivo de há um ano, houve queda de 15,81%.
Agrícolas - A indústria de máquinas agrícolas produziu, em julho, 2.624 unidades, uma queda de 16,27% em relação ao mês anterior. O setor registrou números negativos também no acumulado do ano -- 17.893 --, uma retração de 18,31%. Também na comparação com o mesmo mês do ano passado, a produção de julho registrou uma queda de 27,85%.
A venda no mercado interno também registrou resultado negativo de 4%, na comparação com junho, num total de 2.375 unidades. No entanto, as vendas acumuladas de janeiro a julho, de 15.452 unidades, representaram um crescimento de 5,73%. Desempenho pior foi registrado na exportação. As vendas externas, no acumulado do ano, registraram uma queda de 63,25% no volume (2.156 unidades) e de 53,52% em faturamento (US$ 257,9 milhões). Os números serão divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

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