Venda de carbono aguarda acordo
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2004
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba- As empresas interessadas em firmar contratos de sequestro de carbono vão ter que aguardar a formalização de acordos internacionais que regularizem esse mercado. Há possibilidade da Comunidade Econômica Européia firmar acordo bilateral com o Brasil antes da assinatura do Protocolo de Kyoto, que prevê a compra e venda de créditos de carbono. Diante disso, a movimentação de empresas brasileiras interessadas em vender projetos como dos países da Comunidade Econômica Européia em comprá-los vem aumento.
Os acordos internacionais prevêem que países que emitiram muitos poluentes na atmosfera possam comprar créditos de sequestro de carbono de indústrias e países que têm créditos acumulados em projetos ambientais.
Anteontem compareceram à Federação das Indústria do Paraná (Fiep) representantes de nove empresas, sendo seis de São Paulo, uma de Mato Grosso e duas da Bahia, que podem ser as primeiras a assinarem esses contratos, assim que os acordos internacionais forem regulamentados pelo Ministério das Relações Exteriores.
O representante das empresas, Marcelo Junqueira, que é diretor da empresa de consultoria ambiental Ecoenergy no Brasil, acredita que a assinatura do acordo bilateral entre Brasil e Comunidade Econômica Européia ocorra até julho.
Segundo Junqueira, os países da Europa e o Japão estão se adiantando ao Protocolo de Kyoto porque assumiram o compromisso de colaborar com a redução de agentes poluentes na atmosfera. Ao se antecipar nos contratos, os italianos até admitem que estão fazendo um contrato de risco, mas garantem o preço da tonelada de carbono, atualmente em torno de US$ 5, explicou o consultor.


