com a abertura do capital da Embraer para uma empresa estrangeira. Br„uer chegou a questionar a venda das ações da Embraer no momento em que a empresa está muito bem financeiramente e conseguindo lucros. "Por que agora repartir os lucros com terceiros?", indagou o ministro, inconformado. A Aeronáutica quer ter poder de veto nas discussões da empresa. Hoje ela possui dois dos 13 assentos do Conselho de Administração da Embraer. Na próxima semana, a Aeronáutica deverá entregar ao presidente um documento com todas as razões contrárias à venda das ações. "Você tem aspectos jurídicos, militares e negociais que precisam ser analisados", comentou álvares.Por Tânia Monteiro e Isabel Braga Brasília, 16 (AE) - O governo Federal está dividido sobre a legalidade da venda de 20% das ações da Embraer para empresas francesas. Em reunião realizada na noite de ontem (15), o comandante da Aeronáutica, Walter Werner Br„uer, expôs os motivos contrários à venda, posição que conta com o apoio do ministro da Defesa, Élcio álvares, enquanto o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alcides Tápias, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Andrea Calabi, manifestaram sua posição a favor da venda das ações. O presidente Fernando Henrique Cardoso ouviu os argumentos, em reunião que durou mais de duas horas, mas não deu sua posição. "O presidente aguarda pronunciamento da AGU para dar uma decisão final sobre o assunto", disse o comandante Br„uer. "Queremos uma posição de governo em relação a esse assunto e é isso que o presidente vai estudar, depois do parecer da AGU", disse Br„uer. "O presidente é o juiz da decisão", reforçou álvares. Segundo Brauer, o parecer da Advocacia Geral da União não deve ser dado antes de dois meses, porque são muitos documentos a serem analisados, inclusive os editais da privatização da empresa, feita em 1994. O comandante Br„uer acredita que o contrato de venda das ações pode ser "modificado ou eventualmente anulado" a qualquer instante. O comandante afirmou ainda não saber sequer se de fato a venda já se concretizou. Ele lembrou que na Inglaterra já houve cancelamento de um contrato de privatização de uma empresa ligada à área de defesa, quando se ultrapassou um número de ações vencidas, que desnacionalizaram a empresa. Para a Aeronáutica a venda das ações para empresas francesas pode desnacionalizar a Embraer e prejudicar a independência tecnológica brasileira. Os militares temem que, ao comprar parte das ações da Embraer, os franceses venham a ter influência na troca dos aviões da Força Aérea Brasileira que deve começar no próximo ano. Br„uer também defende a independência de tecnologia dos aviões fabricados no Brasil, que poderia ser comprometida, na sua visão

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