Venda da CRT depende apenas de aprovação de sócios da TCS2/Mar, 20:23 Por Gustavo Paul Brasília, 02 (AE) - A venda da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT) para a Tele Centro Sul depende apenas da aprovação dos sócios da Tele Centro Sul (TCS). Segundo o presidente do grupo Telefônica no Brasil, Fernando Xavier Ferreira, já foi formalizado um documento contratual com a adesão de todos os sócios da Tele Brasil Sul (TBS), do qual a Telefônica é majoritária. "Falta o lado da Centro Sul concluir seu processo decisório", disse Ferreira. Nas últimas semanas, o grupo Telefônica e a Italia Telecom (a operadora que participa da TCS) negociaram diretamente, em Madri, a venda da CRT e, segundo Ferreira, acertou-se o pagamento de US$ 850 milhões pela operadora gaúcha. As conversas que ocorreram no Brasil entre a Tele Centro Sul e a Telefônica não foram bem sucedidas e no final de janeiro houve um impasse nas negociações, o que levou a uma intervenção da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na operadora. "Depois disso, as partes, com boa vontade, entraram em negociação direta", explicou Ferreira. O documento firmado entre as duas operadoras européias foi avalizado também pela Telefônica da Argentina, CTC Internacional do Chile, Banco Bilbao Vizcaya, Iberdrola, Portugal Telecom e grupo RBS, que são os sócios da Telefônica na TBS. "Do ponto de vista da Tele Brasil Sul está tudo resolvido", afirmou o presidente da Telefônica no Brasil. Ele disse esperar que a solução ocorra rapidamente. "É a melhor solução que pode haver." Se o negócio não for resolvido até o fim deste mês, a TBS deverá depositar as ações que têm na CRT em um fundo fideicomisso que irá administrar a venda dos papéis, de acordo com parâmetros estabelecidos pela Anatel. Desde a terça-feira, a CRT está sendo administrada provisoriamente pela Tele Centro Sul, que é a sócia majoritária entre os acionistas minoritários. Por uma decisão da Anatel, a TBS perdeu o direito de comandar a CRT. Portugal - A Portugal Telecom, que controla a Telesp Celular, decidiu dar mais destaque às operações no Brasil. O presidente da Portugal Telecom Internacional, Miguel Horta e Costa, anunciou hoje ao ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, que dois membros da direção da empresa passarão a residir no País. "Queremos ter alguém no Brasil para levantar novos negócios e explorar o potencial do que já temos no País", disse Horta e Costa. Com a presença de diretores no País, a operadora quer ter mais rapidez de decisão sobre assuntos considerados estratégicos. "Antes uma decisão no Brasil deveria ser submetida a Lisboa e todo o processo demorava cerca de 5 meses" disse o primeiro diretor a ser transferido para o Brasil, Eduardo Correia de Matos. A empresa, que opera também em países da Africa e da ásia, pretende concentrar suas operações na telefonia celular e por isso está interessada na futura licitação da banda C do serviço móvel, que deve ser licitado no início do segundo semestre. Segundo Horta e Costa, nos últimos três anos, a operadora portuguesa investiu US$ 3,6 bilhões no País.