Venda a vista cresce e confirma recuperação
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segunda-feira, 07 de fevereiro de 2000
Por Márcia de Chiara 
São Paulo, 07 (AE) - A venda à vista voltou a crescer em fevereiro, depois de 13 meses consecutivos de queda, impulsionada pela volta às aulas, pelo fim das férias e pelas liquidações de verão.
Na primeira semana deste mês, entre os dias 1º e 6 de fevereiro, a média diária de consultas para venda à vista cresceu 6,4% em relação a igual período do ano passado e superou em 19,3% o movimento de janeiro, segundo estatísticas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Em janeiro, a ACSP tinha registrado queda de 6,2% nos negócios com cheque na comparação anual.
"Em fevereiro o Telecheque voltou a ficar positivo", diz o economista da ACSP, Emílio Alfieri, destacando que o último resultado positivo na comparação anual tinha ocorrido em dezembro de 1998. O fato de o indicador do Telecheque voltar a crescer reafirma a tendência de recuperação do ritmo de atividade econômica já indicado pelo crescimento da consultas para vendas a prazo, analisa Alfieri. A reativação, diz ele, estaria vindo da melhora no emprego porque a renda continua estagnada.
O crediário também começou fevereiro bem, com crescimento 16,3% no número de consultas na primeira semana do mês em relação a igual período de 1999 e com alta de 7% na comparação com o mês passado. Em janeiro, a variação foi bem menor, com acréscimo de apenas 3,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Alfieri que diz certamente o desempenho de fevereiro será positivo na comparação anual pelo fato de o mês ter dois dias úteis a mais neste ano, além do movimento de recuperação da economia que está ganhando força.
Reação - As lojas confirmam a reação nos negócios. A Kalunga, uma das maiores revendedoras de artigos de papelaria, teve acréscimo de 30% nas vendas na primeira semana deste mês em relação a 1999. Em janeiro, a rede conseguiu ampliar em 20% o faturamento, conta o diretor-comercial, Damião Garcia Júnior. No último sábado chegou a registrar vendas 70% acima das obtidas na mesma data de 1999. Parte desse desempenho se deve, diz o executivo, às facilidades de pagamento. Neste ano, o consumidor está podendo parcelar as compras em três vezes ou usar o cartão de crédito. Metade das vendas hoje são parceladas. Em 1999, a venda a prazo representava 20% do faturamento da rede.
Nos supermercados, o movimento foi intenso no fim de semana por causa do fim das férias, mas não a ponto de fazer com que sejam revistas as projeções de desempenho. "Fevereiro continua normal", diz o presidente da Associação Paulista de Supemercados, Omar Assaf. Ele explica que, com o fim das férias, as pessoas deixam de comprar no litoral e vão aos supermercados da capital. Com isso, o faturamento geral do setor não muda.


