São Paulo, 19 (AE) - A disputa por clientes entre os provedores de acesso à Internet é um dos grandes destaques da 13ª Fenasoft - Feira Internacional de Software, Hardware, Serviços de Informática e Telecomunicações, que teve início hoje no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, e prossegue até o dia 23.
A guerra entre os provedores já não se limita à oferta de acesso com mensalidades de R$ 35,00 para baixo, e começa a ser marcada pela adoção das novas tecnologias na esfera da chamada banda larga que permitem a navegação em alta velocidade.
As novas soluções baseiam-se em satélites, em redes de comunicação sem fio (wireless), cabos usados na transmissão de TV (cable modem) e ainda rede digital de serviços integrados (RDSI, ou ISDN).
Além da TVA, que lançou o acesso à Internet via cabo (Ajato), a Dialdata, uma dos maiores provedoras do País, também aproveitou o palco da Fenasoft para divulgar seu serviço de alta velocidade baseado em ISDN (ou RDSI - Rede Digital de Serviços Integrados), disponibilizada pela Telefônica.
Com o serviço, o usuário pode ter a transmissão de dados e voz em uma única linha telefônica digital. Deste modo, é possível navegar na Internet com uma velocidade de 128 kbps e, simultaneamente, originar ligações telefônicas - neste caso, a velocidade é reduzida para 64 kbps.
A ITC, empresa da holding Vitech America, por sua vez, está entrando no segmento de acesso à Internet com investimentos iniciais de US$ 1,7 milhão na formação da Viplink, a mais nova provedora do mercado.
A ITC já avisa aos navegantes e aos concorrentes que está finalizando a implantação do sistema que vai disponibilizar a conexão sem fios, através de rádio frequência.
"A Internet virou a âncora da Fenasoft", resume o presidente da Associação Brasileira dos Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede Internet São Paulo (Abranet), Antônio Tavares. A entidade reúne cerca de 130 provedores. Segundo ele, o espaço ocupado pelos provedores no evento triplicou este ano. "Não há nenhum estande que não esteja conectado à Internet ou que não faça a comunicação pós-feira através da rede", observa.
O presidente da Abranet acredita que a grande revolução no mercado de provedores de acesso vai ocorrer a partir do final do ano, com a instalação das empresas-espelho de telecomunicações. "Aí sim teremos um cenário verdadeiramente competitivo, com acesso mais ágil e mais baratos", prevê.

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