Há um bom tempo os europeus perceberam que alguns costumes cotidianos estão sendo ''engolidos'' pelo estilo de vida cada vez mais corriqueiro. Não demorou muito para que o movimento "slow food" e "slow travel" também atingisse alguns leitores que a internet tem criado desde seu advento, cerca de 20 anos atrás.

Para muitas dessas pessoas, as leituras aos saltos, em 140 caracteres ou divididas em dezenas de abas do navegador de internet, já estão incorporadas no dia a dia e portanto é difícil se imaginar em um movimento contrário. Mas é justamente esta a proposta do ''slow reading'', um fenômeno que defende a retomada do velho hábito de se ler com calma e prazer.

Para Cristina Simon, professora de Metodologia de Ensino em Língua Portuguesa da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a leitura instantânea proposta pela internet tem seus pontos positivos, além da praticidade.

''A velocidade da informação para os jovens é importantíssima, pois eles nasceram tendo a internet. O interessante é que ela (internet) abrange desde textos curtos aos mais longos, além de propor uma leitura diversificada, com variedade de linguagens, temáticas e extensões'', comenta.


Leia mais sobre o assunto na reportagem de Micaela Orikasa
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