Coimbra, 23 - O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Velloso, voltou a dizer que apenas discutiu questões institucionais e de direito em relação às declarações do presidente do Congresso Nacional, Antônio Carlos Magalhães. ACM atribuiu a Velloso a responsabilidade pelo conflito do Legislativo com o Judiciário, depois de concedida liminar a uma ação, suspendendo a quebra do sigilo bancário, telefônico e fiscal do ex-presidente do Banco Central, Francisco Lopes. Para o senador, o ministro do STF estaria interessado em assumir protagonismo político.
"O povo brasileiro é testemunha de que só discuti questões de direito institucional", e desde quando o Judiciário deve ouvir calado o que se diz contra ele? Eu apenas estou esclarecendo a atuação do Supremo Tribunal no caso", destacou o ministro. Velloso ainda relembrou que, tanto no caso Collor como agora, o Judiciário cumpriu o seu papel, e que tal Poder só age quando acionado. "Não há conflito entre Poderes, mesmo porque, conforme já declarei no Parlamento há homens sensatos que sabem que o Supremo Tribunal Federal está fazendo o que deve", afirmou o ministro.
Carlos Velloso está em Coimbra, onde participa da abertura solene do Congresso Brasil-Portugal Ano 2000, destinado à área jurídica e que faz parte das comemorações dos 500 Anos do Descobrimento do Brasil. O congresso, que será realizado na universidade local e no Centro Cultural Dom Diniz, será encerrado na próxima sexta-feira (25).

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