Belo Horizonte, 17 (AE) - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Velloso, não concorda com as críticas feitas pelo presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), que contestou a decisão do ministro Sepúlveda Pertence, do STF. Pertence concedeu ontem liminar liberando os bens do ex-presidente do Banco Central (BC), Francisco Lopes, e suspendendo a quebra de sigilo telefônico, fiscal e bancário do economista. Estas medidas haviam sido determinadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Financeiro.
ACM acusou o STF de estar impedindo o trabalho do Legislativo e alertou para uma possível crise institucional, caso o impasse não tenha uma rápida solução. Para o presidente do STF, o Supremo não fez "nada de errado" e considera improvável que esta discussão possa abrir qualquer crise institucional. "O senador (ACM) tem certos arroubos, nós sabemos, isso é muito mais pessoal", classificou Velloso.
O presidente do STF esteve hoje cedo no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, reunido com o governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB). Velloso disse que fez apenas uma "homenagem" ao governador mineiro. O presidente do STF permanece em Belo Horizonte até amanhã (18), quando participa da 40a. edição da Reunião do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil, que acontece até o dia 19 no Tribunal de Justiça de Minas. O ministro Carlos Velloso insiste que a decisão do ministro Sepúlveda Pertence de conceder a liminar à favor de Francisco Lopes apenas "defendeu os direitos constitucionais de um cidadão."

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