Velloso descarta pagamento de correção do FGTS
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quarta-feira, 12 de abril de 2000
Por Gustavo Paul 
Brasília, 12 (AE) - O economista Raul Velloso não acredita que o Tesouro terá de arcar com R$ 50 bilhões para pagar a correção adicional das contas do Fundo de Garantia sobre Tempo de Serviço (FGTS) entre 1987 e 1991, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) acate o voto do relator, ministro Moreira Alves. "Certamente este número é exagerado", afirmou. Segundo ele, ainda é preciso que a Caixa Econômica Federal faça vários cálculos para encontrar o valor verdadeiro.
"Ninguém sabe ao certo qual era o saldo das contas do FGTS naquele período abaixo de NCz$ 50.000, nem o valor do estoque sobre o qual se fará a correção", disse Velloso, especialista em contas públicas. Ele acredita que será preciso verificar conta por conta, já que muitas foram encerradas nos últimos anos, outras estavam acima do valor de NCz$ 50.000 e milhares foram criadas desde então. "Não adianta olhar para os saldos de hoje porque a medida só vale para os existentes na época", ressaltou.
A confusão de números, advertiu, é danosa para a imagem do País, pois causa incertezas em relação às suas consequências para a economia brasileira. "Com os valores anunciados, os mercados podem desabar, pois estão quase prevendo um debacle das contas públicas", afirmou. "E se o buraco não for tão grande como estão dizendo?". Qualquer número ainda é precipitado.
Fazenda - O secretário de política econômica Edward Amadeo, por meio de sua assessoria, afirmou que só irá se manifestar sobre a decisão do STF depois de concluída a votação no plenário do tribunal.


