Velha rodoviária volta a ter movimento
Marcos Zanatta
De Maringá
Prefeitura de Maringá liberou antiga estrutura do terminal de passageiros para os ônibus que fazem linhas metropolitanas
Comerciantes da velha rodoviária de Maringá, desativada há pouco mais de um ano, comemoram a volta do movimento de passageiros e o aumento nas vendas. A entrada em operação na nova rodoviária, em maio do ano passado, acabou com o movimento não apenas de passageiros no velho terminal.
As pessoas achavam que tudo havia acabado e sumiram, inclusive clientes antigos nossos, que agora estão voltando, conta a vendedora Maria de Fátima Medeiros, que trabalha em uma loja de importados há quatro anos.
A queda no movimento de pessoas no antigo terminal obrigou alguns comerciantes a fechar as portas. Outros decidiram insistir e pressionar a prefeitura. A gente tem que cobrar para não ser abandonado, disse Maria de Fátima. No início do ano, a prefeitura liberou a velha rodoviária para os ônibus metropolitanos.
O movimento está melhorando, as vendas já reagiram pelo menos 30%, estima o comerciante Moamar Kassab. Ele lembra que quando os ônibus foram para a rodoviária nova, as vendas despencaram 80%. Estamos vendendo metade do que antes, mas está bom, afirma.
Kassab defende a união de todos os lojistas e proprietários dos boxes para melhorar ainda mais o local. A velha rodoviária, segundo ele, ficou com uma imagem ruim durante muitos anos. A idéia, explica é reformar tudo, transformando o prédio em um centro de compras. O pessoal da cidade compra aqui, só que mudando a imagem mais consumidores viriam para cá porque temos produtos de qualidade, garante o comerciante.
Os novos usuários, a maior parte moradores da região, aprovam a mudança. Antes a gente descia do ônibus estava na rua, não tinha um abrigo decente para se proteger, recorda o vigia Antonio José dos Santos, de Sarandi. Ele afirma que agora pode esperar o ônibus protegido, e de vez em quando ainda comprar alguma coisinha nas lojas.
O produtor de mel Luiz Carlos de Oliveira, de Jandaia do Sul, conta que prefere pegar um ônibus até Marialva e depois o coletivo até Maringá. Se vier direto páro na rodoviária nova, que é longe do centro, diz. Ele acha que a velha rodoviária poderia receber os onibus que vem também de Apucarana. Poderia melhorar mais ainda a venda das lojas, arrisca.





