Veja as propostas de reforma em discussão Da enviada especial Rita Tavares
Washington, 13 (AE) - O diretor-gerente em exercício do Fundo Monetário Internacional (FMI), Stanley Fischer, informou hoje (13), durante entrevista coletiva, a agenda de discussão que será tratada pelos representantes dos 182 países-membros da instituição. No Comitê Financeiro e Monetário Internacional do FMI, que tem sua primeira reunião neste fim de semana, a proposta de reforma da instituição será tratada. São quatro os pontos a serem discutidos, além da iniciativa que prevê a redução da dívida dos países mais pobres.
A seguir uma breve apresentação dos temas que serão debatidos: SALVAGUARDAS - O diretor-gerente em exercício do FMI ponderou que o número de casos de empréstimos cujos recursos não foram devidamente usados pelos países é mínimo, na história da instituição. No entanto, há existência desses casos, que evidenciam abuso de confiança e requerem reformas. A partir do segundo semestre, o FMI pretende adotar um programa de salvaguardas em dois estágios. Os países que pedirem empréstimos terão de apresentar um conjunto de documentos que poderão ser checados por auditores independentes, a critério do Fundo. A segunda medida a ser adotada é exigir de todos os bancos centrais, cujos governos tomem empréstimos do FMI, a apresentação anual de balanços que tenham sido auditados por empresas independentes, seguindo os critérios internacionais. REVISÃO DOS CRITÉRIOS DE EMPRÉSTIMOS - Fischer disse que é necessário uma revisão das linhas de crédito à disposição dos países-membros. Algumas das linhas já foram eliminadas, mas uma revisão mais ampla deve ser discutida entre os representantes dos países-membros. Está em questão se as linhas existentes estão bem delineadas e se são em número adequado. Na entrevista à imprensa, Fischer também levantou, como ponto a ser discutido, o fato de que alguns países requerem repetidamente empréstimos ao FMI. FISCALIZAÇÃO - O acompanhamento do desempenho dos países é considerado, pelo FMI, como essencial para a prevenção de crises. Fischer citou que, no início deste segundo semestre, a instituição terá os primeiros resultados de um trabalho piloto, feito em conjunto com o Banco Mundial, que envolveu vinte países. Esses países estão adotando padrões e códigos internacionais e, segundo Fischer, estão muito bem no desenvolvimento do trabalho. SETOR PRIVADO - O envolvimento do setor financeiro privado na resolução das crises é uma das mais difícieis reformas em discussão pelo FMI. Fischer comemorou a participação do setor privado na discussão de problemas recentes relativos a Romênia, Paquistão, Equador e Ucrânia. Esse envolvimento foi considerado um sinal de progresso pela instituição, mas há uma disposição de uma participação maior no futuro.





