Brasília, 10 (AE) - À chegada para a reunião com governadores para discutir a questão previdenciária dos Estados, ao lado do ministro da Previdência Social, Waldeck Ornélas, e da secretária de Adminsitração e Patrimônio, Cláudia Costin, o ministro as Comunicações, Pimenta da Veiga, disse que o objetivo do encontro é buscar uma ação cooperativa na área financeira. "Do jeito que a situação está, em pouco tempo, os Estados não vão conseguir cumprir os compromissos previdenciários", afirmou. Segundo Veiga, o governo federal está disposto a fazer um encontro de contas com os Estados, mas ainda não sabe qual é a situação de cada um deles. O governador da Bahia, César Borges (PFL), informou que o Estado tem a receber da União cerca de R$ 1 bilhão. Esse dinheiro, segundo ele, é decorrente das obrigações previdenciárias que a Bahia assumiu ao longo de 11 anos, em lugar da Previdência Social. Já o secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, José Cechin, que também está participando da reunião, disse que o cálculo tem de ser feito Estado por Estado, servidor por servidor. Segundo ele, a Previdência não tem idéia do que isto representa. "Qualquer estimativa é chute", afirmou. Outro problema, na opinião do secretário, são os ativos para os fundos previdenciários. Cechin disse que a União aceita qualquer ativo, desde que tenha liquidez e valor de mercado. Além disso, como informou, o governo federal exigirá que os fundos sejam completamente desvinculados do Tesouro estadual ou municipal, sendo ainda proibidos de investir em papéis do próprio Estado ou município.

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