Vegetarianos lançam a 'moda do alface'
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sexta-feira, 30 de agosto de 2002
France Presse 
Johannesburgo - Enquanto as conversações convergem a um beco sem saída, milhares de manifestantes dos cinco continentes se preparam para inundar de protestos hoje a cidade de Johannesburgo. Centenas de camponeses sem-terra, ecologistas, militantes antiglobalização, intelectuais e defensores dos direitos humanos sairão às ruas de Johannesburgo para denunciar que esta cúpula não está usando os meios para livrar o planeta da pobreza e do desastre do meio ambiente. Pela primeira vez desde o início da conferência, as ONGs, até agora divididas e espalhadas por vários pontos da cidade, serão as protagonistas do dia.
Ontem, por exemplo, decidido a convencer o mundo a não comer carne, para melhorar a saúde, um grupo de vegetarianos lançou sua ''moda feita de alface'' no fórum das Organizações Não Governamentais (ONGs), paralelamente à reunião da Cúpula da Terra.
''Só nos Estados Unidos, 26 bilhões de animais são sacrificados para o consumo. Deixe de comer carne, torne-se vegetariano!'', declarou Lisa Franzetta, a jovem que exibia o novo traje.
Segundo a organização internacional PETA (Pessoas para o Tratamento Ético dos Animais), só os cereais servidos anualmente na ração dos animais que vão parar na mesa dos consumidores dariam para alimentar 1,4 milhão de seres humanos, isto é, a metade dos pobres do mundo.
Enquanto exibia o traje, na realidade fabricado com material que imita folhas de alface, Lisa convidava o público a assistir um vídeo de sua organização, no qual era apresentado um matadouro de animais, com o objetivo de enojar definitivamente o espectador e convencê-lo dos benefícios da vida vegetariana.
O professor indiano de ioga Swami Maheshwaranand afirmou que o ''desenvolvimento sustentável não será possível enquanto as pessoas não se tornarem vegetarianas''.


