Veados confinados em zoológico são mortos
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sexta-feira, 07 de julho de 2000
Agência Estado De Brasília 
Mesmo estando confinados em viveiros no Zoológico de Brasília, dois veados foram abatidos num período de nove dias. Tudo indica que é por prazer, afirmou o diretor do zoológico, Raul Acosta Gonzalez, ao descartar a possibilidade de um morador da cidade-satélite Candangolândia, vizinha ao local, ter matado os animais para comê-los. Gonzalez justifica sua tese, explicando que, ao lado do zoológico, existe um santuário de vida silvestre, onde os animais ficam soltos e há cerca de 300 capivaras.
Para o diretor, seria mais fácil caçar as capivaras do que invadir um recinto do zoológico, correndo o risco de ser flagrado pelos seguranças. Quem matou exemplares de veado-catingueiro (espécie brasileira) e o cervo-dama (europeu) teve de pular grades que cercam o zoológico e também as do viveiro, de madrugada. Gonzalez reforça sua opinião afirmando que um desempregado ou menos favorecido dificilmente possuiria uma arma, que é cara.
O diretor do zoológico arrisca-se a traçar o perfil do assassino porque, em pelo menos uma das ocasiões, foi usada uma arma de calibre 38 no local, pois havia fragmentos de bala no viveiro. Para Gonzalez, o autor do crime tem problemas mentais e não dá o menor valor ao meio ambiente e à vida. Os animais no zoológico são também utilizados na realização de pesquisas.
Não é a primeira vez, que um animal do zoológico é morto dentro de sua jaula. Em 1998, um porco-do-mato foi atacado no recinto. Levaram a carne e deixaram para trás apenas material imprestável, segundo o diretor. Para evitar novos ataques, o zoológico reforçou a segurança e instalou câmeras filmadoras. Matar animais no zoológico pode custar ao infrator de 6 meses a 2 anos de detenção.


