São Paulo- O setor de radioterapia do hospital municipal Bom Pastor, em Varginha (sul de Minas Gerais), está interditado há seis dias por causa de um acidente que pode ter exposto um funcionário à radiação excessiva.
O caso é investigado pela Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear), órgão federal que fiscaliza fontes radioativas no país. Exames avaliarão a dose de radiação recebidas pelo funcionário, que passa bem.
No dia 15, faltou energia no hospital durante uma sessão de radioterapia _método de destruição de tumores por meio da radiação. Por falha do equipamento, a fonte de radiação não voltou ao lugar, o que ocorre automaticamente. Após a queda de energia, o técnico responsável pela sessão entrou na sala, retirou a paciente _usuária de cadeira de rodas_ e, usando uma barra de ferro, empurrou a fonte para dentro da máquina.
Segundo a coordenadora-geral de instalações médicas e industriais da Cnen, Maria Helena Marechal, o funcionário agiu de modo correto. Contudo, após o acidente, a radiação medida pelo dosímetro individual (aparelho que mede a dose de radiação absorvida pela pessoa) dele foi muito alta, em nível que causaria morte.
Como o funcionário não apresentou sintomas de exposição aguda à radiação _tontura, náusea, diarréia_, a Cnen avalia que houve erro de registro no dosímetro. Uma hipótese é que tenha sido causado pela queda do aparelho no chão, ocorrida durante o atendimento da paciente.
O secretário da Saúde de Varginha, Ariel Braga, disse que o acidente foi responsabilidade do técnico que deveria ter fechado a fonte de radiação antes de socorrer a paciente.

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