Rio, 19 (AE) - O vazamento de óleo do duto da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) pode ter sido causado por um erro na montagem da tubulação ou no detalhamento de projeto. O superintendente de Logística e Transporte da Petrobras, Carlos Alberto Martins de Souza, disse que foi constatada uma trinca por fadiga no tubo, que pode ter sido provocado pelo terreno não apropriado. "O tubo precisa ter flexibilidade, mas a tensão - contra uma pedra ou algo parecido - pode ter impedido o movimento e provocado a ruptura", explicou o superintendente. O material usado na obra deveria ter sido determinado pelas condições do terreno, agora avaliado em "muito rígido".
Hoje um mergulhador da empresa verificou que o furo provocado pela fadiga foi de 25 polegadas, o equivalente a 63,8 centímetros. "O problema pode ter acontecido por um erro de montagem, de projeto, de construção, ou de escolha do material"
afirmou Souza. Um grupo de trabalho foi criado para estudar as causas do acidente e sexta-feira deverá sair um laudo preliminar.
O pedaço do tubo avariado vai ser retirado e levado para análise. O resultado deve ficar pronto em 15 dias. A Fundação Estadual de Engenharia de Meio Ambiente (Feema) informou que o duto ficará interditado até que a Petrobrás apresente explicações para o acidente.
O superintendente negou que a Reduc esteja em situação irregular - segundo o secretário estadual de Meio Ambiente, André Correia, a refinaria não tem licença para funcionar. "A Reduc não está em situação ilegal, o que há é uma controvérsia jurídica em relação à legislação", afirmou. Segundo Souza, a própria Petrobras se ofereceu para fazer auditoria, mas Correia exige inspeção externa, de algum órgão reconhecido.
A preocupação maior da Petrobrás é que o combustível para navios MF-80 se desloque para o mangue da área de Preservação Ambiental de Guapimirim. "Os ventos dividem o óleo". A partir de amanhã (20), 24 embarcações estarão fazendo o trabalho de contenção do óleo. O número de homens trabalhando na limpeza aumentará para 700.

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