Vazamento de resíduos tóxicos atinge baía no Rio
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de abril de 2003
Agência Estado 
Rio - A Procuradoria Geral do Estado do Rio deu ontem prazo de 24 horas ao responsável pela Companhia Mercantil e Industrial Ingá, mineradora de Itaguaí, a 70 quilômetros do Rio, para conter o vazamento de um reservatório que armazena, segundo a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), mais de 1 milhão de toneladas de lama misturada com metais pesados (cádmio, zinco e chumbo). Em 1996, o rompimento de um dique da mineradora contaminou a baía de Sepetiba com cerca de 50 milhões de litros de rejeitos tóxicos.
Na manhã de ontem, o titular da DPMA, Marco Castro, foi à sede da empresa para garantir a entrada de uma equipe da Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla) e da Carioca Engenharia, que, no dia anterior, havia sido barrada por seguranças da Ingá. O grupo pretendia fazer obras de contenção e elevação do reservatório da empresa, que está desativada. O responsável pela massa falida, Nelson Ribeiro Filho, não foi localizado.
O chefe da Divisão de Solos e Estruturas da Serla, engenheiro Carlos Alberto Cruz, afirmou que os vazamentos são ''muito pequenos'', mas distribuídos pelo reservatório. ''A barragem é feita de argila, material que não é totalmente permeável'', explicou o técnico.
Cruz ressaltou que o maior perigo que o depósito de rejeitos tóxicos oferece é o de transbordamento, já que há locais onde a lama tóxica está a 20 centímetros do topo do reservatório.


