Equipes do Ibama, da Petrobrás e do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná investigam a extensão de um vazamento de óleo constatado ontem na baía de Paranaguá. O vazamento de óleo diesel foi observado num navio de bandeira cipriota que levava o produto de São Sebastião (SP) para Tramandaí (RS). Os especialistas dizem que aparentemente o problema não é grave, mas a avaliação de possíveis danos ao meio ambiente ainda depende de uma observação mais criteriosa.
O vazamento foi constatado pela manhã, quando o navio Athenian Theodore era carregado com nafta no terminal da Petrobrás em Paranaguá, antes de seguir viagem para Tramandaí. Funcionários da estatal constataram algumas manchas de óleo ao redor do navio. Como não se trata de óleo bruto, as manchas não são escuras, mas formam uma película sobre a água do mar.
Segundo o chefe do escritório do Ibama em Paranaguá, Lício Domit, foi constatado um furo ‘‘muito pequeno’’ num dos três tanques do navio carregados com óleo diesel. O tanque foi esgotado e o carregamento com nafta, interrompido até que se verifique a real extensão do problema.
Segundo Domit, foram constatadas manchas de óleo nas regiões próximas ao navio, em frente ao porto e perto da Ilha da Cotinga. Mas, de acordo com ele, a chuva e a maré impediram um diagnóstico mais preciso da situação. Hoje, técnicos do Ibama e cientistas do Centro de Estudos do Mar deverão circular pela baía em barcos.
O temor é que o vazamento tenha sido maior que o constatado até agora. Em grandes quantidades, o óleo diesel pode atingir o manguezal, matando peixes, ostras, siris e camarões e afetando toda a cadeia biológica da baía.

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