Vazamento de gás fecha Rodovia Castelo Branco
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sexta-feira, 15 de junho de 2001
Lígia Formenti Agência Estado De São Paulo 
Um grave vazamento de gás liquefeito de petróleo (GLP) e gasolina em um duto da Petrobras provocou a interdição da Rodovia Castelo Branco, em São Paulo, desde as 11h40, entre os km 14 e 25, bem perto de São Paulo. Por causa do grande risco de explosão, a população que mora nas proximidades do local do acidente foi removida e não se sabe quando poderá voltar para casa. Com as luzes apagadas, por segurança, o cenário à noite era assustador.
Às 16h50, as pistas da rodovia sentido interior-capital foram liberadas. Mas às 17h40 foram novamente fechadas, a pedido da Cetesb e da Petrobras, para mais uma checagem sobre o nível de gás. Sobre a liberação das pistas, não havia previsão até o início da noite.
O acidente ocorreu às 11h15, no km 20, na divisa entre Barueri e Osasco, quando funcionários da empresa Queiroz Galvão trabalhavam com um bate-estaca no local. Um gasoduto do sistema que liga o ABC a Barueri foi atingido. O funcionário Valdelins Brandão da Silva descreveu o acidente: Foi igual a um terremoto. O chão tremeu e logo em seguida uma grande nuvem de gás branco tomou conta do lugar. Saímos desesperados tentando interromper a passagem de carros na estrada.
Segundo ele, a nuvem de gás tinha 8 metros de altura. Estou tremendo até agora, pensei na hora que alguém poderia acender um cigarro e tudo ir pelos ares.
A Queiroz Galvão é concessionária da Dersa. A empresa realizava no local obras para a construção do Rodoanel. Segundo a Assessoria de Imprensa da Dersa, o trabalho vem sendo realizado há 15 dias e é fiscalizado por uma equipe indicada pela Petrobras. O funcionário Silva garantiu que o local do acidente estava dentro dos limites de segurança indicado pelo mapa fornecido pela Petrobras.
O diretor de engenharia da Transpetro, Wong Loon, não confirmou o erro no mapa. É precipitado dizer qualquer coisa agora. Nossa maior preocupação é restaurar a segurança no local.
O GLP é um gás altamente inflamável. Até a noite, um cheiro forte era sentido por toda a região, num raio de até 7 quilômetros, assustando os moradores. Para evitar explosão, em alguns pontos, a energia foi cortada. No meio da tarde, a Polícia Militar informou que parte do gás havia atingido a tubulação de esgoto.


