Rio, 08 (AE) - Técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente começaram hoje a coletar amostras de água das praias da zona sul para monitorar a balneabilidade e avaliar o impacto ambiental que as obras do emissário submarino de Ipanema podem causar à orla. O secretário de Meio Ambiente, Maurício Lobo, afirmou que vai cobrar "medidas compensatórias" à Companhia Estadual de águas e Esgotos (Cedae) por eventuais danos ambientais, como um plano de investimentos nas praias da zona sul.
A secretaria decidiu fazer exames diários nas praias da zona sul por causa da localização próxima da obra para recuperar o pilar do emissário, que tombou em janeiro deste ano, provocando vazamento de esgoto em Ipanema.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente vai monitorar diariamente a qualidade do mar em 17 pontos da orla, entre Flamengo e São Corado. O resutado das amostras vai ser divulgado na home page da secretaria:www.rio.rj.gov.br/smac/balneab.
A última etapa do conserto foi adiada para o dia 19 de abril
por causa das condições do mar, que ficará turvo e com pouca visibilidade nos próximos dias. Mas na segunda-feira a Cedae fará "obras preliminares no emissário", despejando 1,2 tonelada de esgoto por segundo no costão do Pão de Açúcar e 1,8 tonelada no costão do Morro do Vidigal durante oito horas. "Vamos interditar, por segurança, as praias de Copacabana, São Conrado, Leblon e Ipanema, nos primeiros dias da semana", disse Maurício Lobo. "O volume de esgoto é grande, mas a dispersão deve ser satisfatória."

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