São Paulo, 24 (AE) - Técnicos do Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru) interditaram o Auto Posto Mupira, na Rua Manoel de Carvalho, 73, no Piqueri, zona norte de São Paulo, após constatarem que centenas de litros de gasolina estavam vazando para a tubulação de esgoto da Sabesp, atingindo algumas residências da região. O risco de uma explosão era iminente. O combustível também estava escorrendo para o Rio Tietê.
"O índice de explosividade era de 100% na rede de esgoto da Avenida Octáviano Alves de Lima e de 60% em algumas residências, inclusive numa creche, da Rua Miguel Teles, principalmente na casa número 3, onde foi constatada grande concentração sob a bacia do banheiro da área de serviço", disse o engenheiro Carlos Alberto Venturelli, diretor do Contru.
"O risco de explosão era iminente, pois na tubulação existia uma mistura adequada de oxigênio e do gás emanado da concentração de gasolina", denunciou o diretor do Contru. Técnicos da Agência Ambiental de Santana da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) "constataram o perigo na quinta-feira, mas emitiram apenas um auto de inspeção", queixou-se Venturelli.
"A interdição imediata não é competência da Cetesb", esclareceu o químico Ricardo Serpa, gerente da Divisão de Tecnologia de Riscos Ambientais da empresa. "De acordo com a legislação para a interdição do posto seria necessária a Cetesb aplicar três autuações e o fechamento seria determinado pelo secretário de Meio Ambiente", explicou.
"Além disso, quem dá autorização de funcionamento é a Prefeitura; é ela quem deve interditar", afirmou. Mesmo assim, numa ação conjunta entre Cetesb e Corpo de Bombeiros foi feita a lavagem da tubulação e o lançamento de espuma, pois havia existência da vapores inflamáveis, acrescentou Serpa.
Na madrugada de sábado, o Contru interditou o posto. O proprietário apresentou um laudo de estanqueidade, garantindo que os tanques não apresentavam vazamento. "Isso demonstrava uma situação de momento quando o exame foi feito, mas agora há vazamento", explicou Venturelli.
De acordo com o diretor do Contru, 56% dos 2.098 dos postos da cidade tem tanques instalados há mais de 20 anos e, por isso, se encontram sucateados.

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