Cascavel - Um vazamento de gás de amônia de anidra em um frigorífico de abate de aves de Cascavel (Oeste) provocou a hospitalização de pelo menos de 43 pessoas, segundo informações do Corpo de Bombeiros e do Samu da cidade. Foi o segundo incidente na mesma empresa. No dia 24 do mês passado, um outro vazamento havia provocado a internação hospitalar de três funcionários.
O acidente de ontem aconteceu por volta das 14 horas na rodovia PR-180, saída para a Colônia Melissa, quando um cano se rompeu. Segundo o advogado da empresa, Henrique Bremm, o frigorífico está investigando o que aconteceu. Ele ressaltou que o vazamento foi externo, mas invadiu a área interna do frigorifico, onde trabalham aproximadamente 250 pessoas. A empresa afirmou que 30 funcionários foram intoxicados.
Muitos precisaram de atendimento médico, com ardência nos olhos, na garganta e na boca, sentindo mal estar e ânsia de vômito. "O primeiro atendimento foi realizado pela própria empresa e depois o Corpo de Bombeiros foi acionado", afirmou Bremm. Os pacientes mais graves receberam soro fisiológico e oxigênio. "Nossa assistente social tem visitado todos os hospitais para contabilizar quantos foram atingidos e prestar todo o suporte", relatou o advogado da empresa.
Um posto de triagem dos pacientes foi montado pelos bombeiros. Ambulâncias do Siate, Samu e de empresas de planos de saúde privados foram acionadas para conseguir atender tantas pessoas. As principais unidades hospitalares que receberam os pacientes foram o Hospital Universitário, as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) 2 e 3 e o Hospital Nossa Senhora de Salete.
Segundo o presidente do frigorífico, Roberto Kaifer, existe a suspeita de que o acidente tenha acontecido durante o trabalho de uma empresa terceirizada que estaria instalando um novo equipamento de carne mecanicamente, na área externa de ampliação da instalação industrial. "Nós orientamos que o encanamento antigo não fosse tocado. Isso só poderia ser feito no sábado ou no domingo", afirmou Kaifer.
O advogado disse que até o fechamento da edição o nível do gás tolerável de amônia ainda não permitia que funcionários voltassem a trabalhar no local. Segundo ele, o ambiente permitido pela legislação seria atingido por volta das 22 horas. Isso seria avaliado pelo Corpo de Bombeiros e pelo Ministério Público do Trabalho.

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